sábado, 9 de setembro de 2017

preso em mim

Quando eu era criança tinha o sonho de voar
Voar mais alto que avião,  voar com a alma e com o coração
Não queria voar engaiolada, queria voar sem liberdade vigiada
O tempo foi passando e eu fui crescendo
Aos poucos o sonho de voar foi morrendo
Achava tolice, coisa de criança
Como pode voar uma pessoa tão sem esperança?
Na adolescência ganhei asas 
Que por ironia me prenderam ao chão
Já era o Lúpus chegando sem pedir permissão
Que asas eram aquelas
Que me deixavam cheias de mazelas
Resolvi encarar e a doença aceitar
E com as asas finalmente voei, não era mais presa
Era uma borboleta feliz, com certeza
Aninha

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