Nossa que vermelho, eu pensei
Estaria eu bronzeada ou maquiada?
Não, estava mesmo muito corada
Seria isso tudo saúde?
Não pode, meu corpo que de tão amiúde sofrimento
Não sentia tal revigoramento
Não, isso não me ilude
Seriam asas de borboletas
Mas será alguma piada?
A asa de nada adiantava
Meu Deus que decepção
Nunca estive tão presa ao chão
Resolvi então imaginar
Quem sabe um dia consigo voar
Ou então acordar e ao espelho voltar
Quem era aquela, com a face tão singela?
E ao espelho eu voltei
E as asas amei
Então sai do chão
O segredo? A aceitação.
Aninha